Antes decidido a encerrar definitivamente a vida pública, o governador André Puccinelli (PMDB) deixou claro que, mais do que atuar nos bastidores da política, pretende continuar à frente da administração de Mato Grosso do Sul. Prestes a encerrar oito anos de mandato, Puccinelli voltou a descartar qualquer hipótese de disputar novamente a Prefeitura de Campo Grande em 2016, mas, como de costume, foi emblemático ao dizer que retorna ao jogo em 2018, quando são disputadas as eleições para o Executivo estadual, “passadas as dores do parto”.
“Já disse que não vou sair candidato a prefeito. 2018. Se as dores do parto passarem... eu dei a dica”, afirmou, na manhã de ontem (21), durante entrega de viaturas para a Iagro (Agência Estadual de Defesa Animal e Vegetal), na Governadoria.
Minutos antes, Puccinelli fazia um balanço de governo e deixava claro que pretende acompanhar de perto o trabalho de seu sucessor, seja ele Reinaldo Azambuja (PSDB) ou Delcídio do Amaral (PT). “Nós copiamos os programas de todos os candidatos, para tê-los em rememoração contínua, no stand by, até que passem as dores do parto. E vamos cobrar”, reforçou o governador.
A reportagem, de Zana Zaidan, está na edição de hoje (22) do jornal Correio do Estado.