Com a saída da vice-governadora eleita, vereadora Rose Modesto (PSDB), da Câmara Municipal a cadeira ocupada pela tucana deve virar caso judicial, uma vez que o primeiro suplente da coligação era o professor José Chadid, expulso da cúpula por infidelidade partidária. Diante da expulsão quem assumiria seria o segundo suplente, médico Lívio Viana (PSDB), porém, quando saiu do partido, Chadid prometeu lutar pela vaga na Casa de Leis na hipótese de um dia algum integrante da bancada tucana se licenciasse ou deixasse o mandato.
Desta forma, segundo o presidente municipal do PSDB, Carlos Alberto Assis, o partido acionará a Justiça para garantir que a cadeira fique com Lívio. “A Justiça vai decidir isso, vamos brigar sim”, adiantou. Como a saída de Rose da Câmara ocorre somente em janeiro de 2015, o dirigente conta com o restante do ano para tomar as devidas providências. Temos tempo para acertar isso, requerer o direito de ter a vaga”, completou.
Chadid era secretário de Educação na administração do então prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), cassado em março deste ano acusado de improbidade administrativa. Em 2012 o PSDB apoiou o progressista no segundo turno, ajudando-o a se eleger. No entanto, após vitória as propostas tucanas não entraram no plano de governo do ex-chefe do Executivo, fato que ocasionou a saída da legenda da base aliada.
Além disso, segundo executiva estadual, Bernal jamais pediu indicações de nomes para ocupar pastas. Sendo assim, a escolha de Chadid foi pessoal. O mesmo ocorreu com a ex-tucana Leila Machado, diretora-presidente da Fundação Municipal de Esporte (Funesp) na curta gestão do radialista. A única diferença foi que ela pediu para deixar o partido.
Depois do rompimento com o progressista, a executiva reuniu-se com eles para solicitar que ambos se desligassem da administração passada. A preferência, porém, foi por permanência.