Sem qualquer expectativa de avançar nas investigações sobre denúncias envolvendo deputados da Casa, a partir de agora o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara manterá os procedimentos normalmente, apenas para cumprir o regimento. Isso porque o processo contra um parlamentar pode durar ate 90 dias, mas faltam pouco mais de 50 dias para o final da atual legislatura.
O resultado é que a apuração sobre denúncias envolvendo o deputado Rodrigo Bethlem (PMDB-RJ) e dos petistas da Bahia, deputados Rui Costa – eleito governador do estado –, Afonso Florence e Nelson Pellegrino, ambos reeleitos para mais um mandato, devem ser arquivados antes de uma decisão do colegiado.
“O prazo é curto. Não vamos ter tempo hábil para concluir [a análise dos processos] e, automaticamente, pelo Regimento Interno, os casos serão arquivados”, explicou Ricardo Izar (PSD-SP), presidente do Conselho de Ética. Segundo ele, os processos podem ser retomados de onde pararam, mas isso depende de uma representação feita por um partido ou parlamentar para solicitar a abertura das investigações.
Hoje (4), o colegiado esperava votar o relatório preliminar do deputado Paulo Freire (PR-SP) que defende a abertura de investigação de denúncias envolvendo Bethlem, ex-secretário de Assistência Social da Prefeitura do Rio de Janeiro, acusado de desvio de recursos enquanto ocupava o cargo. Por falta de quórum, a decisão foi novamente adiada para terça-feira (11), dificultando ainda mais a conclusão de uma possível investigação.