Política

APERTO

Após rombo nas contas, Mantega diz que governo estuda cortes

Foi a primeira vez desde o Plano Real, lançado em 1994, que houve deficit primário

Redação

07/11/2014 - 17h37
Notícia sem imagem

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira (7) que o governo está estudando cortes para diminuir despesas. Em setembro, o governo federal gastou além de sua arrecadação pelo quinto mês consecutivo, e o Tesouro Nacional acumulou um deficit inédito em duas décadas.

As despesas com pessoal, programas sociais, investimentos e custeio superaram as receitas em R$ 20,4 bilhões, o maior valor em vermelho já contabilizado em um mês. Com isso, o resultado do ano passou de um saldo fraco para um rombo de R$ 15,7 bilhões.

Foi a primeira vez desde o Plano Real, lançado em 1994, que houve deficit primário no acumulado de um ano, ou seja, o governo precisou de endividar para fazer os pagamentos rotineiros e as obras de infraestrutura.

"Nós temos agora que fazer uma redução importante das despesas que estão crescendo, como o seguro-desemprego, abono salarial e auxílio doença". Ele participou de evento da FGV (Fundação Getulio Vargas) em São Paulo, para falar da política fiscal em tempos de crise.
Mesmo com essas dificuldades, Mantega considera que "este é o último ano de políticas anticíclicas no Brasil".

"A indústria é a que mais sofre [neste período de crise] porque é o mercado que mais encolhe."
Ele disse que, se o governo não tivesse feito políticas de estímulo, a produção industrial não teria se mantido em um patamar superior. Segundo o ministro, o setor se manteve em uma situação "razoável", mas afirmou que a realidade ainda é insatisfatória para as necessidades da indústria.

Economia mundial

O ministro repetiu que, além da economia mundial em crise, a seca, a estiagem e a falta de chuvas atrapalharam o crescimento do Brasil.

Durante o evento, exaltou como a gestão Dilma enfrentou a crise mundial com ativos de bancos públicos para injetar crédito na economia, com a redução de alguns tributos para ativar o consumo e com investimento de infraestrutura, como o Minha Casa Minha Vida.

"A economia brasileira está sólida porque saímos com um mercado consumidor forte e temos volume de reservas internacionais. O emprego aumenta e os salários têm aumento real também.

Portanto, o mercado consumidor continua crescendo. Se o crédito for liberado esse mercado volta a consumir", afirma Mantega.

Inflação

O ministro falou ainda sobre o IPCA, índice oficial da inflação, de outubro, que ficou em 0,42%, segundo divulgado pelo IBGE nesta sexta. Em setembro, a taxa havia sido de 0,57%. Para Mantega, a inflação está controlada sem risco ultrapassar a meta.

Após o aumento da gasolina nas refinarias em 3% e de 5% no diesel, anunciado na noite de quinta-feira (6), Mantega disse que o impacto da mudança será de 0,1 ponto percentual na inflação.

Sobre a necessidade de novos aumentos no combustível, disse que "não discute o preço da gasolina e a situação da estatal", mesmo sendo o presidente do conselho de administração da empresa.

crise

Senado do Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña por unanimidade

Presidente tinha renunciado na quinta, após escalada da crise financeira e política provocada pelo colapso do Ueno Bank

06/11/2026 18h38

Santiago Peña

Santiago Peña Foto: Reprodução / X

Continue Lendo...

Condenação Mantida

Gravação sustenta condenação de ex-vereador por desvio de diárias em MS

Ex-vereador de Naviraí teve recurso negado por unanimidade pelo TJMS; conversas gravadas no gabinete revelaram conhecimento sobre pagamentos por viagens que não ocorreram

06/11/2026 16h37

Cícero dos Santos, ex-presidente da Câmara de Naviraí, teve condenação por desvio de diárias mantida pelo TJMS.

Cícero dos Santos, ex-presidente da Câmara de Naviraí, teve condenação por desvio de diárias mantida pelo TJMS. Foto: Arquivo Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).