Para lideranças políticas de Mato Grosso do Sul, o esquema de corrupção na Petrobras desmontado pela operação “Lava Jato” da Polícia Federal poderá forçar o Congresso Nacional a aprovar a reforma política tão propalada durante a campanha eleitoral. Ao mesmo tempo, a revelação dos quase R$ 10 bilhões desviados da estatal brasileira por políticos e empreiteiros também será fator preponderante para a ruína do PT, da presidente Dilma Rousseff.
A sigla é, segundo depoimentos colhidos por envolvidos no maior escândalo de lavagem de dinheiro do Brasil, a principal cobradora de propina de empresas que se interessavam em firmar contratos com petroleira. Informações reveladas na operação “Lava Jato” dão conta de que o ajuste acontecia em troca de doações feitas às campanhas eleitorais de candidatos do interesse destas legendas.
É por este motivo que o o ex-senador e presidente estadual do PSD, Antonio João Hugo Rodrigues, acredita que o PT está com os seus dias contados. Na opinião dele, a quase derrota de Dilma nas eleições provou que o povo está descontente com escândalos recorrentes do partido como, por exemplo, o mensalão.
“Acho que o petrolão acaba de vez com o PT. Ele já acabou nos principais estados brasileiros que não votaram nele. Mas agora (com a revelação do esquema de corrupção na petrobras), a tendência é provocar alterações, provocar queda de personalidades políticas que até então eram consideradas fortes e acima de qualquer suspeita”, disse Antonio João sobre a insatisfação da sociedade com o rombo causado na Petrobras por políticos do PT e do PMDB.
“O tamanho da rejeição que ele (PT) sofreu já é motivo de preocupação. Agora, não é só o PT, pega também o PMDB, que é o maior aliado da Dilma e que tem o vice-presidente Michel Temer”, avaliou o ex-senador ao frisar que o PMDB também sofrerá consequências com a participação no maior esquema de corrupção da história política do País.
A reportagem, de Tavane Ferraresi, está na edição de hoje (18) do jornal Correio do Estado.