Irritado com as críticas feitas pelo seu sucessor, Reinaldo Azambuja (PSDB), sobre as medidas financeiras adotadas no fim de sua administração, o governador, André Puccinelli (PMDB), em tom de ironia, disse estar disposto a ajudar o tucano a gerenciar as contas do Estado, a partir de 2015. “Se ele tiver competência, toca o governo com tranquilidade, senão vou auxiliá-lo a administrar sem receber salário, como um cidadão comum”, falou o peemedebista em agenda ontem, no Palácio Tiradentes, sede do Comando da Polícia Militar.
Em entrevista ao Correio do Estado, Azambuja criticou a “herança pesada” deixada para ele pelo atual chefe do Executivo. Do legado peemedebista, começarão a pesar, na conta do tucano, o aumento na folha salarial do funcionalismo público, o reajuste do Supersimples e o acréscimo no duodécimo para os poderes.
Conforme a equipe de transição de Azambuja, que é coordenada pelo empreiteiro Ednei Marcelo Miglioli, só o pagamento dos servidores ficará em R$ 20 milhões por mês. Tal informação foi recebida por Reinaldo como “dificultosa”. “Temos de ter serenidade, tranquilidade, para sabermos que começaremos janeiro com dificuldade”, analisou o próximo governador.
A reportagem, de Tavane Ferraresi e Aliny Mary Dias, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.