A disputa por vaga de conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul está movimentando os bastidores da política. A demora da publicação do pedido de aposentadoria do atual presidente do TCE, conselheiro José Ricardo Pereira Cabral, está atormentando o governador André Puccinelli (PMDB). Ele teve de pressionar Zé Ricardo a adotar medidas para não atrasar ainda mais a publicação. E quem pagou por isto foi o diretor do Departamento de Gestão de Pessoal do TCE, Nilton Leopoldino Rodrigues, com demissão do cargo. Ele foi acusado de engavetar o pedido de aposentadoria do atual presidente do Tribunal de Contas.
O desfecho da manobra pode render ainda muita coisa. Um assessor da presidência do TCE estaria disposto a “abrir o jogo” para mostrar o real interesse dos envolvidos na pressão.
André não consegue conter a sua preocupação com o caso. Ontem, ele esteve na Assembleia Legislativa para discutir o impasse gerado com a demora do TCE declarar a vacância do cargo de Zé Ricardo.
O problema é do governador sentir-se pressionado a fazer a indicação do novo conselheiro, nos últimos dias de seu mandato, porque a partir do ano que vem, caberá ao governador eleito Reinaldo Azambuja (PSDB) participar das articulações de escolha do integrante da Corte Fiscal.
André não quer deixar para Azambuja o direito de indicar o substituto de Zé Ricardo. Ele tem pressa para apresentar o nome do deputado estadual Antonio Carlos Arroyo (PR), primeiro-secretário da Assembleia Legislativa. Para isto, André terá de ‘degolar’ o velho amigo Edson Giroto (PR), secretário estadual de Obras, e companheiro desde o primeiro mandato de prefeito de Campo Grande (1997) para ajudar Arroyo.
A reportagem, de Adilson Trindade, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.