A nova diretora-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Elizabeth Felix – nomeada no início do mês, no lugar de Jean Saliba, que pediu exoneração por motivos pessoais –, afirmou desconhecer os problemas de falta de sinalização que os campo-grandenses enfrentam diariamente na Capital. Segundo ela, em relação aos semáforos da cidade, os problemas só serão resolvidos no segundo semestre de 2015, quando o Centro de Controle Operacional (CCO) finalmente sairá do papel. A diretora explica que o CCO, o qual será instalado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade, não é mais um sonho, já que irá entrar em processo licitatório em breve. “Ainda não saiu o edital, mas já está na fase final, com aprovação de recursos e projeto. Enquanto isso, estamos fazendo nosso papel no dia a dia”, ressaltou Beth.
Diferentemente do que afirma a nova comandante da agência de trânsito, encontrar ruas com problemas na sinalização não demanda muito esforço. Basta circular por poucos minutos pelos bairros da cidade para constatar os problemas que Beth Felix não reconhece. Na Rua São Felix, no Bairro Jardim TV Morena, quase toda a rua está sem placas de sinalização e pintura no asfalto. Na Rua Osasco, no Jardim Noroeste, não há sequer faixa pintada no asfalto dividindo o sentido das vias.
No Cidade Jardim, os motoristas também convivem com a falta de placas de ‘Pare’, em diversas ruas, como a Taiobá. O problema é maior na Rua Antônio Narras, no Jardim Umuarama. No local, não há nada especificando quem tem a preferencial. Problemas como esses são o principal motivo para acidentes de trânsito, que causam até mesmo capotagem de automóveis, cada vez mais comum na cidade.
A reportagem, de Gabriela Couto, está na edição de hoje (14) no jornal Correio do Estado.