O governador eleito Reinaldo Azambuja (PSDB) montou o secretariado sem a participação de partidos políticos. Ele excluiu os aliados de primeiro hora, no alto escalão, para privilegiar correligionários e representantes do setor rural. Grande parte dos escolhidos faz parte do PSDB ou tem vínculo com a agropecuária. A exceção é o presidente regional do PPS, Athayde Nery. O futuro chefe do Executivo Estadual o convidou por escolha pessoal e não política para comandar a Secretaria de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação.
Para não dizer que deixou de favorecer aliados com cargos em seu secretariado, Azambuja procurou ressaltar que “todos os partidos que o apoiaram no primeiro e segundo turno” terão espaço em sua administração. “Todos serão contemplados em nosso governo”, afirmou o futuro governador, que não quis dizer como serão distribuídos os cargos do segundo e terceiro escalão. “Apresentaremos alguns presidentes de fundações e autarquias no dia 1º de Janeiro. O restante será revelado dez dias depois do início de nosso governo”.
Indagado sobre o motivo pelo qual não aproveitou nomes indicados por partidos aliados para comandarem pastas estaduais, Reinaldo disse que a prioridade em montar sua equipe de governo foi “técnica e não política”. “Escolhemos pessoas de confiança para desempenhar um bom papel”, destacou o tucano ao ressaltar que “todos os partidos têm bons quadros e boas pessoas”.
A reportagem de Tavane Ferraresi está na edição de hoje (23) do jornal Correio do Estado.