A campanha pela presidência da Assembleia Legislativa entra em recesso com a suspensão das negociações políticas. As conversas serão retomadas em janeiro de 2015 com a participação dos novos parlamentares eleitos e o futuro governador Reinaldo Azambuja (PSDB). A eleição está marcada para 1º de fevereiro.
O nome mais forte para a sucessão de Jerson Domingos (PMDB) é o atual dirigente peemedebista, deputado Júnior Mochi. A candidatura dele, por enquanto, deve contar com apoio da maioria em comum acordo com Azambuja. Antes ele precisa superar obstáculos na sua caminhada. Mochi terá de convencer o deputado Zé Teixeira (DEM) a retirar a sua pré-candidatura à presidência da Assembleia. Teixeira é um dos principais aliados de Azambuja com poder de força para fazer frente a Mochi.
Outro disposto a endurecer o jogo político é o deputado Onevan de Matos, atual líder do PSDB. Onevan espera contar com respaldo do futuro governador por ser do mesmo partido. Mas Azambuja não está pensando só nos interesses partidários. Ele está mais preocupado na formação de coalizão de partidos em defesa dos interesses do governo.
O futuro governador evitará defender apenas os interesses do PSDB para não criar problemas à sua administração. Azambuja dependerá muito do Poder Legislativo para aprovação de medidas essenciais para tocar o governo.
Para mostrar boa vontade política, Mochi já esteve reunido com Azambuja para tratar da sucessão da presidência da Assembleia Legislativa. Em troca do apoio, o PMDB prometeu integrar a base de sustentação política. Além disso, não exigiria nenhuma secretaria. Azambuja, no entanto, montou a equipe de primeiro escalão sem ouvir os dirigentes partidários. O espaço para os aliados ficou para o segundo e terceiro escalão. E o PMDB deverá ser contemplado.
Mesmo declarando a sua decisão de não interferir na sucessão da Mesa da Assembleia Legislativa, Azambuja não terá como escapar de participar da discussão do processo eleitoral. Ele disse não ter nenhum problema em seus aliados apoiarem a candidatura de Mochi se for consensual. Mas este entendimento ainda não existe de concreto enquanto Zé Teixeira e Onevan não abrirem mão de suas candidaturas.