Prestes a encerrar o mandato de oito anos como governador, André Puccinelli (PMDB) começará a cuidar dos netos – função que ele afirma assumir após encerrar a vida pública – com algumas derrotas para assombrá-lo. Puccinelli corre o risco de entregar o comando do Executivo sem cumprir o acordo firmado com o deputado estadual Antonio Carlos Arroyo (PR), de indicá-lo para vacância no Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Isso porque a desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Tânia Garcia de Freitas Borges, concedeu liminar que suspende o decreto de Puccinelli, o qual nomeou Arroyo para vaga no conselho deliberativo do Tribunal.
Maior liderança peemedebista, Puccinelli falhou, ainda, em duas eleições consecutivas. O governador não elegeu Edson Giroto prefeito de Campo Grande, em 2012, bem como o candidato ao governo do PMDB, Nelsinho Trad, em 2014.
Quem Puccinelli apoiou, de fato, neste ano, o senador Delcídio do Amaral (PT), também saiu derrotado das urnas.
A reportagem, de Zana Zaidan, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.