O PMDB encerra, hoje, mais um ciclo à frente do governo estadual depois de sofrer dolorosas derrotas nas últimas eleições. Com o partido, o governador André Puccinelli termina a sua missão na política. Ele decidiu não concorrer mais a eleições para abrir caminho às novas lideranças peemedebistas. Mas não esperava ir para aposentadoria sem fazer o sucessor e, muito menos, sem eleger o seu candidato a prefeito de Campo Grande, onde o PMDB reinou por 20 anos.
Todas as apostas de André fracassaram nas últimas eleições. Ele não conseguiu todo o partido em torno da candidatura do deputado federal Edson Giroto, que deixou o PR para disputar a prefeitura da Capital pelo PMDB. Nem o prefeito Nelsinho Trad participou diretamente da campanha eleitoral. Ele apareceu pouco, além da sinalização do eleitor de não querer mais o PMDB na prefeitura. André começou a sentir, naquele momento, o desgaste político e a fadiga do eleitor com um partido que reinava absoluto em Campo Grande por 20 anos.
Outra aposta frustrada de André foi na sucessão estadual. Nelsinho Trad foi escolhido candidato a governador sem a empolgação de André. Ele nunca acreditou na vitória de Nelsinho, mas o ajudou na montagem da estrutura de campanha. O que André queria mesmo era ser sucedido pelo então rival, senador Delcídio do Amaral (PT).

A reportagem, de Adilson Trindade e Tavane Ferraresi, está na ediçãod e hoje do jornal Correio do Estado.