Desaparecido desde o dia 26 de outubro de 2014, lideranças petistas do Estado aguardam ansiosamente o retorno do senador Delcídio do Amaral (PT) no próximo dia 3. É quando a correligionária e Presidente da República, Dilma Rousseff, chega a Campo Grande para inaugurar a Casa da Mulher Brasileira, a primeira do País.
No entanto, Delcídio “ainda não decidiu” se participará da cerimônia, segundo sua assessoria de imprensa. O senador tem motivos para estar em dúvida: o inesperado fracasso nas urnas e as denúncias de suposto envolvimento no esquema que teria desviado bilhões da Petrobras.
Foi no dia 26, segundo turno das eleições, que Delcídio perdeu o Governo do Estado para Reinaldo Azambuja (PSDB) em uma surpreendente virada. Os aliados e apoiadores do projeto petista viram afundar acordos políticos e promessas de cargos na administração pública.
Impossibilitado de viabilizar estes compromissos, o senador ficou recluso, desde o anúncio da vitória de Azambuja. Passado o calor das eleições, Delcídio ensaiava aparição pública, mas o estouro da Operação Lava Jato, que investiga grande esquema de lavagem e desvio de dinheiro envolvendo a Petrobras, políticos e grandes empreiteiras, fê-lo reconsiderar se seria uma boa ideia.
A reportagem, de Zana Zaidan, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.