Política

corrupção na estatal

CPI da Petrobras elege deputados do PMDB e do PT para presidente e relator

A CPI terá o prazo de 120 dias para concluir seus trabalhos

Redação

26/02/2015 - 13h45

A reunião de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a prática de atos ilícitos na Petrobras confirmou os nomes dos deputados Hugo Motta (PMDB-PB) e Luiz Sérgio (PT-RJ) na presidência e relatoria do colegiado.

Motta foi eleito com o voto de 22 dos 27 integrantes da comissão. Ele enfrentou o deputado Ivan Valente, que apresentou candidatura avulsa e recebeu quatro votos; um voto foi em branco. No início da reunião,  Valente também apresentou uma questão de ordem questionando a indicação de parlamentares que receberam doações para a campanha de empresas investigadas na Operação Lava Jato integrar a comissão. Na questão, o partido pediu a saída da comissão desses parlamentares ao questionar a isenção de quem recebeu os recursos para apurar as irregularidades envolvendo a estatal.

A CPI terá o prazo de 120 dias para concluir seus trabalhos, podendo ser estendidos por mais 60 dias, por decisão do Plenário. A finalidade do colegiado é investigar a prática de atos ilícitos e irregulares no âmbito da Petrobras, relacionados a superfaturamento e gestão temerária na construção de refinarias no Brasil, entre outras denúncias envolvendo a estatal. A comissão foi proposta principalmente por deputados de partidos de oposição para continuar as investigações sobre as denúncias de corrupção na empresa de 2005 a 2015.

Após depoimento do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, um dos presos pela Operação Lava Jato, segundo o qual o esquema de corrupção e pagamento de propina começou em 1997, o PT decidiu pedir que também seja investigado o período em que Fernando Henrique Cardoso foi presidente da República (1995-2003).

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