As declarações do deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB) sobre o “trem da alegria” abriram crise entre o Tribunal de Contas do Estado com a Assembleia Legislativa. O parlamentar acusou o presidente do TCE, conselheiro Waldir Neves, de realizar manobra para criação de cargos, liberando função de confiança a servidores de outros Poderes.
Marquinhos considera inconstitucional a medida. Waldir mandou recado: ameaçou promover auditoria rigorosa na Assembleia. E pode sobrar, ainda, para o irmão do deputado, o ex-prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad (PMDB), que tem suas contas em análise pelo TCE.
O atual presidente do Poder Legislativo, deputado Junior Mochi (PMDB), não deve estar preocupado com as ameaças, porque assumiu o cargo no início de fevereiro deste ano. As intenções de Waldir poderão, no entanto, atingir a administração do seu colega de Tribunal de Contas, Jerson Domingos, que presidiu Assembleia antes de Mochi por oito anos. Jerson renunciou ao mandato em janeiro para assumir vaga na Corte. Mas só deve ficar nas ameaças, porque a Assembleia poderá, também, reagir com auditoria no TCE.
(*) A reportagem, de Adilson Trindade e Zana Zaidan, está na edição de hoje do Jornal Correio do Estado.