Política

impeachment

População de Campo Grande quer Dilma fora do cargo

Enquete feita nas ruas da Capital mostra revolta do povo com a roubalheira e a alta nos preços

Redação

09/03/2015 - 13h30

Enquete feito pelo Correio do Estado com populares nas ruas de Campo Grande mostra a grande insatisfação com o início do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Todas as pessoas ouvidas defenderam o impeachment (impedimento de exercer função até o julgamento de processo de cassação de mandato) da presidente. Elas atribuem a Dilma a responsabilidade pela “roubalheira” no governo, sobretudo, na Petrobras onde bilhões de reais foram desviados para os políticos.

O advogado Jackson Garay Ribeiro de Oliveira, 48 anos, defendeu o afastamento da Dilma da Presidência da República pela conivência com a corrupção. Ele não acredita no discurso da presidente ter punido muitos corruptos. “Com certeza sou a favor do impeachment da Dilma”, afirmou. “Ela vem falar que nunca se puniu tanto como agora, mas isso é conversa pra inglês ver”, observou.

Jackson criticou ainda a presidente por extinguir a pena do ex-deputado federal José Genoino (PT), condenado no processo do mensalão. Ele também acusou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “ser o chefe de tudo”. Para o advogado, “na hora que abrir a conta do BNDES, a corrupção da Petrobras vai ser brinquedo”.

O advogado defendeu, portanto, o afastamento da presidente do cargo por “estar brincando com o povo”. Jackson disse que a “sociedade é quem está pagando (a conta da corrupção). Se ela quisesse, teria brecado toda essa corrupção na estatal. Ela poderia ter feito um governo transparente, independentemente do partido. Com certeza farei parte do protesto. Vocês me verão lá”.

O repositor Vanderlei de Oliveira Monteiro, 39 anos, é outro eleitor insatisfeito que defendeu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Só que pra mim, não tinha que sair só a Dilma, mas todos os envolvidos em corrupção”, afirmou. 

A vendedora Isabella Lais Gomes Bitella, 16 anos, acusou a presidente Dilma Rousseff de estar fazendo muita corrupção. “Ela só piorou a situação do Brasil. Eu já não gostava dela e agora que tudo subiu, minha desaprovação aumentou ainda mais”, afirmou. Isabella prometeu participar do protesto no dia 15. “Meus amigos e várias pessoas que conheço também estarão lá”, afirmou.

A aposentada Josefina Ferreira de Medeiros, 64 anos, reconheceu que os primeiros quatro anos do governo de Dilma foram bons. Mesmo assim, revelou a aposentada, que “não gostava dela e avisei meus conhecidos pra não votarem nela”.

Josefina culpou os eleitores pela situação caótica do Brasil. “Na verdade, a culpa pelo jeito que está o Brasil hoje não é nem dela, mas daqueles que votaram nela. Ela enganou todo mundo, dizia que as coisas não iam subir, que estava tudo sobre controle, mas ela mentiu, enganou”, criticou.

“Agora que roubaram tudo da Petrobras, estão fazendo a gente pagar, enquanto nosso bolso fica vazio o desses corruptos continua cheio. Sou a favor do protesto. Todo mundo tem que ir pra rua, senão essa mulher vai matar a gente”, afirmou a aposentada Josefina Medeiros.

A presidente foi duramente criticada, também, pela elevação da tarifa de luz, gasolina, alimentos e outros produtos que mexem com o bolso do brasileiro. “Tudo aumentou e o salário mínimo aumentou só um pouquinho”, declarou Adriana Vanessa, 33 anos, cozinheira. “Infelizmente votei na Dilma.

Tudo que está havendo agora, esses aumentos, é culpa dela. O povo está tendo que pagar pela conta do governo dela”, ressaltou. Revoltada, Adriana sentenciou: “tem que tirar a Dilma agora”. 

O aposentado Antonio Manoel da Silva, 90 anos, está impressionado com a desorganização do País nas mãos da presidente Dilma Rousseff. “As coisas não estão boas, tudo subiu! A gasolina, a luz, o gás está um absurdo (preço)!”, exclamou Manoel da Silva. 

“No primeiro mandato, a Dilma até foi mais ou menos. Ela conseguiu acompanhar o governo do Lula, mas nesse derradeiro mandato tá muito complicado. Eles roubaram e o povo que está pagando a conta”, criticou.

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