Política

redução de gastos

Planalto vai 'cortar na própria carne', diz líder do governo

Planalto vai 'cortar na própria carne', diz líder do governo

Redação

23/03/2015 - 19h18
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O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), afirmou nesta segunda-feira (23) que o Palácio do Planalto vai "cortar na própria carne", reduzindo o custeio da máquina pública.

O petista não deu detalhes da economia em discussão pela equipe da presidente Dilma Rousseff, mas garantiu que os investimentos sociais serão preservados.

Segundo ele, a natureza da tesourada ainda está em análise porque o orçamento de 2015 só foi aprovado na semana passada por deputados e senadores.

Desde que começou a negociar o ajuste fiscal enviado ao Congresso com mudanças nas legislações trabalhistas e previdenciárias, o governo tem sido pressionado por aliados, especialmente o PMDB, para anunciar a redução da máquina do governo.

A medida é exigida por aliados como contrapartida para apoio ao pacote fiscal, que deve economizar R$ 18 bilhões neste ano. A oposição também ataca o governo por falta de economia no custeio.

"Todo mundo fica falando para cortamos gastos, e vamos [cortar]. O governo vai cortar na própria carne", disse.

Guimarães criticou a posição do PMDB de defender a redução do número de ministérios. Nesta terça (24), os peemedebistas se mobilizam para votar na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) uma proposta para mudar a constituição e limitar em até 20 o número de pastas.

"Quem vai perder? Quem vai topa sair? Acho que temos que discutir bem. Isso não é a centralidade, temos que discutir as medidas do ajuste", afirmou.

O líder do governo sustentou ainda que o Planalto é contra a proposta, patrocinada também pelo PMDB, que estende a política de valorização do salário mínimo para os aposentados e pensionistas que ganham mais que o mínimo. Segundo o líder, a medida teria um impacto de pelo menos R$ 2,4 bilhões.

Ele afirmou que o Planalto vai convencer a base a não aderir a essa proposta e cobrou responsabilidade dos congressistas. O petista disse ainda que o governo não vai apresentar nenhuma contraproposta. "Quem vai bancar a conta ?", questionou.

Atualmente, a aposentadoria de quem ganha acima do mínimo é reajustada com base só na inflação do ano anterior.

O sistema de atualização do mínimo é calculado com a correção da inflação, medida pelo INPC do ano anterior mais a variação do PIB de dois anos antes. A norma em vigor perde validade no fim do ano. O governo só tem interesse em preservar as diretrizes da política.

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