A crise que abateu o cenário político em todo o Brasil pode protelar escolha de candidatos à Prefeitura de Campo Grande de dois grandes partidos atuantes em Mato Grosso do Sul. PT e PSDB têm justificativas distintas, porém usam o mesmo argumento para ainda não estarem trabalhando externamente a eleição do ano que vem e, por isso, devem largar por último na disputa.
Segundo o governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), ainda é cedo para tratar sobre nomes em potencial à corrida pelo comando da Capital. O tucano alega que não faz sentido abrir tal discussão em meio à crise nacional. Desta forma, para preservar a imagem do PSDB perante a população e amenizar a indignação dos eleitores com a classe política, o governador investe na resolução de problemas públicos.
“O PSDB não está nenhum pouquinho preocupado com eleição. Eu acho que a gente vive um momento de crise, então vamos governar para atender as prioridades das pessoas. Vamos discutir eleição na época certa que é o ano que vem”, contou. Já a cúpula petista arca com as consequências do escândalo da Petrobras e, consequentemente, a alta no índice de rejeição da presidente da República Dilma Rouseff (PT). Tais fatos reacenderam a onda de protestos no País.
(*) A reportagem, de Jéssica Benitez, está na edição de hoje do Jornal Correio do Estado.