Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura irregularidades na Enersul (atual Energisa) -que investiga desvio de quase R$ 700 milhões e suposto esquema de pagamento mensal a 35 pessoas físicas e jurídicas -, entraram, nesta quarta-feira (20), com recurso para derrubar liminar da Justiça e continuar os trabalhos.
Beto Pereira (PDT) – relator -, Paulo Corrêa (PR) – presidente – e Pedro Kemp (PT) foram até o Tribunal de Justiça juntamente com o procurador-geral do Estado, Adalberto Neves Miranda – que também orientou a petição – para recorrer da decisão.
No documento, os deputados rebatem os pontos alegados pela Energisa para barrar as investigações. A decisão, em caráter liminar, foi concedida pelo desembargador Dorival Renato Pavan. Na fundamentação, o magistrado pontuou ter sido realizada, em 2012, auditoria pela Price Waterhouse Coopers (PwC) na concessionária Enersul e que a Energisa não pode responder por atos anteriores a abril de 2014, momento em que assumiu o controle acionário da empresa. Em outro ponto, se ressaltou que a CPI tem cometido “excessos” ao colocar a Energisa na “posição de investigada”.