Em mais uma tentativa de pressionar vereadores para que a intermediação das negociações com a prefeitura surtam efeito, mais de 500 professores ocupam o plenário da Câmara Municipal na manhã desta quinta-feira (28).
Em greve, docentes da rede estadual e municipal de ensino estão unidos para que os vereadores pressionem a prefeitura com objetivo de que a aplicação do piso nacional salarial para 20 horas.
Presidente da Associação Campo-Grandense dos Profissionais da Educação (ACP), Geraldo Alves, afirmou que os profissionais irão participar de todas as próximas sessões da Câmara até que a prefeitura apresente uma proposta favorável à classe.
Ontem, semelhante ao que ocorreu com a paralisação dos médicos a Justiça considerou a paralisação dos professores ilegal e estipulou multa diária de R$ 50 mil caso os profissionais não voltem ao trabalho.
Segundo o presidente, o sindicato ainda não foi notificado da decisão, mas assim que ocorrer, irá recorrer da decisão.
Quem também participa do protesto é o presidente da Federação dos Trabalhadores da Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Roberto Botarelli. Segundo ele, tanto a atitude do Governo do Estado quanto da prefeitura podem ser consideradas atos de improbidade administrativa.
Desde quarta-feira, quando a paralisação das escolas estaduais começou, 75% dos profissionais estão em greve, a expectativa é chegar a 90% amanhã.