O Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande mantém descartada perspectiva de reajuste a professores em greve pelo cumprimento de lei que equipara os salários, para carga horária de 20 horas semanais, ao piso nacional do magistério. A categoria prevê novos protestos nesta terça-feira (2).
Em ambos os casos, os educadores exigem cumprimento de percentuais para que recebam em jornada de 20 horas semanais o piso nacional de R$ R$ 1.917,78. Leis, aprovadas em 2013 e 2014, previam reajuste de 10,98% no Estado e 13,01% no município. Contudo, os gestores alegam ausência de recurso financeiro para conceder a correção e recorreram a Justiça pelo retorno dos profissionais a sala de aula.
Conforme o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), a negociação com a categoria permanece, ainda que tenha sido rejeitada proposta de escalonar o percentual até 2022. Ele ainda reforçou, durante agenda pública, que o cenário de retração econômica no país amplia as dificuldades. “Vamos chegar em um denominador que não tenha vencedores e nem vencidos, mas que tenha aquilo que é possível cumprir”.
Já o prefeito Gilmar Olarte (PP) pontuou que o reajuste dos professores não pode colocar em risco cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), além do fato de que buscará na Justiça “todas as respostas” a esta demanda.
Dados dos sindicatos apontava que a adesão a greve mantém fechadas 80% das escolas estaduais e 68% das de Campo Grande. Ainda não há perspectiva de acordo.
MEDIAÇÃO
Com professores lotando sessões na Assembleia Legislativa e Câmara Municipal, deputados e vereadores já tentaram, sem sucesso, intermediar negociação entre o Executivo e a categoria.
Amanhã será a vez do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) buscar conciliação pelo fim da greve, ao menos nas escolas estaduais. Reunião, marcada para às 9h, deve reunir representantes do governo e da Federação dos Trabalhadores em Educação (Fetems). O encontro será intermediado pelo desembargador Sérgio Fernandes Martins.
Em seguida, os grevistas seguem para ato na Assembleia Legislativa com outras categorias de servidores com indicação de reajuste zero neste ano.