Permanece impasse entre a Prefeitura de Campo Grande e o Governo de Mato Grosso do Sul em relação a repasse financeiro para a Santa Casa. A unidade hospitalar, que opera sem contrato desde 7 de junho, negocia R$ 21 milhões para manutenção dos atendimentos.
Intermediação da Assembleia Legislativa, ontem (11), não teve efeito nas negociações devido a ausência do secretário Municipal de Saúde, Jamal Salem. Ele estaria, conforme a assessoria de imprensa, em “outras agendas e pretende não se pronunciar sobre o caso”.
O secretário de Estado de Saúde, Nelson Tavares, esclareceu que auditoria no hospital apresentou “resultado satisfatório”, mas não adiantou contraproposta para ampliação dos serviços ao aguardar posicionamento oficial dos gestores de saúde da Capital.
Conforme o presidente da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), Wilson Teslenco, o fato de operar sem contrato expõe “falta de clareza da política na saúde” ao atrasar pela segunda vez, desde 2014, renovação de acordo para manter a prestação dos serviço hospitalares.
O impasse permanece porque a Prefeitura cobra apoio em atualização de R$ 4 milhões no repasse, enquanto o governo do estado concorda em aumentar valores pela oferta de novos serviços e não pelos já prestados.