O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), considerou “invasão de privacidade” protesto de professores por reajuste em frente a sua casa. Ao menos 12 pessoas com faixas e cartazes participaram do ato e há relatos de coação de guardas municipais. O fim da paralisação que já dura 24 dias ainda está longe.
“Direito a greve é legítimo. O que não pode é passar para o lado pessoal, ameaçando a paz e segurança da minha família. Abracei a todos e a eles nosso perdão e carinho”, declarou Olarte ao Portal Correio do Estado.
A categoria, paralisada há 24 dias seguidos, cobra incorporação de 13,01% aos salários previsto em lei municipal. O percentual pretende integralizar piso nacional do magistério, por carga horária de 20 horas semanais.
Conforme Olarte, as receitas do município tem previsão de melhora entre os meses de julho e agosto. O destaque ocorre porque a baixa arrecadação e o risco de descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) seriam impeditivo para ceder a demanda dos professores.
Em contrapartida, a prefeitura sinalizou conceder reajuste escalonado de 8,5% até dezembro. Já o Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Público (ACP) condiciona o fim da greve ao pagamento dos 4,51% restantes nos meses de janeiro a março de 2016.
Sem resposta a demanda, os servidores em greve voltam hoje a pressionar os vereadores em sessão no Plenário Oliva Enciso. Ontem (17), um grupo chegou a acampar em frente a prefeitura e a Avenida Afonso Pena foi fechada por diversas vezes.