O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), pode ter sido vítima de armação montada para o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) incriminá-lo no processo que acusa de ter cometido corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Áudio de interceptação telefônica, mostra o agiota Salem Pereira Vieira revelando a Mauro Freitas (que seria seu cobrador) ter recebido orientação (não fala de quem) para plantar provas comprometedoras na casa do prefeito.
Na conversa, ele deu ainda a entender que tinha conhecimento da operação do Gaeco, realizada no dia 11 de abril do ano passado, para apreensão de “documentos plantados” na residência de Olarte.
Como o agiota declarou na conversa telefônica grampeada, tinha de seguir a orientação para não se complicar nas investigações. “Aí, o que que eles estavam querendo fazer pra não me complicar...”, afirmou. Mas não detalhou quem seriam os “eles”. E complementou o diálogo com Mauro Freitas: “Estão querendo que eu ponha uma carta, eles estouram a casa e acham o material...”.
(*)A reportagem, de Adilson Trindade e Zana Zaidan, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.