Política

Análise

Problema do PT é a catinga por causa de corrupção, diz Antonio João

Presidente regional do PSD prevê dificuldade para os petistas se descolarem dos escândalos

Redação

24/06/2015 - 00h00

Diante da crise instalada no PT por causa dos sucessivos escândalos de corrupção, o presidente regional do PSD, o ex-senador Antonio João Hugo Rodrigues acredita que não adiantará para os petistas tentarem descolar a imagem do partido prevendo rejeição na sucessão municipal de 2016. “Qualquer político que tenha a catinga do PT vai se dar mal nas próximas eleições, não vai ter como justificar a farsa petista para ganhar a eleição”, avalia Antonio João. 

O ex-senador lembra que diversas lideranças do PT já negociam a troca de legenda. Segundo ele, “80% dos prefeitos, ou mais”, que  inclusive o procuraram buscando abrigo no PSD; no entanto, a manobra não será suficiente para limpar a imagem de quem sempre militou no partido. 

“Aí a gente vai percebendo a dificuldade do Delcídio (senador pelo PT, Delcídio do Amaral) se reeleger (em 2018), assim como Zeca do PT (José Orcírio Miranda, deputado federal), que sonha em ser senador, só se não tiver ninguém para ganhar dele, porque se tiver uns dois gurizinhos bons, já levam”, avalia Antonio João sobre o cenário nacional.

Ao mesmo tempo, o PSDB aposta na crise para crescer e ganhar espaço em 2016. A crise, que envolve desde aumento da rejeição à presidente Dilma Rousseff - hoje em 65%, patamar que que só não é pior do que os 68% (de ruim e péssimo) registrados pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello nas vésperas do processo de impeachment, segundo o Instituto Datafolha - passando pelas denúncias de corrupção, promessas de campanha descumpridas e, em Mato Grosso do Sul, ausência de nomes de peso para disputar a sucessão municipal em 2016, para se consolidar e aumentar o número de cidades comandadas pelo partido no Estado. 

(*)A reportagem, de Valquíria Oriqui, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

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