O Ministério Público Federal defende a prisão preventiva, que não tem prazo para terminar, do ex-diretor da Odebrecht Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, conhecido por ser um dos articuladores da relação da empresa com políticos.
Ele teve sua prisão temporária decretada na última sexta-feira (19), cujo prazo se encerra nesta terça (23). O juiz Sergio Moro estendeu sua prisão até quarta (24) para que os procuradores e a defesa do executivo se posicionassem sobre pedido anterior da Polícia Federal de transformar a prisão de Alexandrino de temporária em preventiva.
Segundo os procuradores da operação Lava Jato, já há provas de que Alexandrino "reunia-se com Alberto Youssef e José Janene para negociar o pagamento de propina dirigida ao grupo político que se beneficiava dos contratos firmados com a Petrobras".
Ainda de acordo com os procuradores, o executivo fez isso na condição de diretor da Odebrecht, e "portanto sob as ordens de seu presidente, Marcelo Bahia Odebrecht".
Alexandrino pediu demissão da companhia nesta semana para, segundo comunicado, se dedicar integralmente à sua defesa.
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa disse em depoimentos de delação premiada que a Braskem, que integra o grupo Odebrecht, pagou de US$ 3 milhões a US$ 5 milhões de propina por ano para ter benefícios em negócios relativos à compra de nafta em contratos com a Petrobras.