A Polícia Federal trabalha neste sábado (18) para a conclusão do inquérito da 14ª fase da Operação Lava Jato, que apura a participação das empresas Andrade Gutierrez e Odebrecht no esquema bilionário de corrupção, desvio e lavagem de dinheiro da Petrobras. O último investigado foi ouvido pela manhã, segundo a Polícia Federal.
De acordo com delegado federal Eduardo Mauat da Silva, nem todos os investigados falaram nos depoimentos. Quatro dos cinco presos, relacionados à Odebrecht, optaram por ficar em silêncio. Entre eles, o presidente da Odebrecht S.A, Marcelo Odebrecht.
“Foi dada a oportunidade para que cada um expusesse a sua versão, mas é um direito constitucional permanecer em silêncio para evitar a autoincriminação”, disse o delegado.
Já era esperado que eles ficassem calados, uma vez que a advogada Dora Cavalcanti informou a decisão à Justiça. "Enquanto os peticionários estavam soltos, esse respeitável Departamento de Polícia Federal do Paraná ignorou solenemente seu propósito de esclarecer os fatos, e não se dignou a marcar um único depoimento de nenhum dos quatro", diz trecho da petição protocolada na Justiça Federal, em Curitiba.
Para a Cavalcanti, a Polícia Federal se aproveita do constrangimento inerente à prisão cautelar. O prazo para a conclusão do inquérito termina neste sábado, porém, conforme a Justiça Federal, o relatório pode ser entregue na segunda-feira (20).
A Polícia Federal afirma que quem será indiciado e por qual crime ainda está em análise.