Política

tráfico de influência

Preocupada com investigação, Dilma pede que ministros defendam Lula

Dilma se disse "indignada" com a abertura de investigação contra o ex-presidente

Redação

20/07/2015 - 14h29
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A presidente Dilma Rousseff pediu nesta segunda-feira (20) que seus ministros saiam em defesa pública do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, investigado pela Procuradoria da República no Distrito Federal por suposto tráfico de influência internacional e no Brasil a favor da Odebrecht.

Segundo a reportagem apurou, Dilma se disse "indignada" com a abertura de investigação contra o ex-presidente pela Procuradoria, na semana passada, e afirmou que "todas as autoridades" que entram em sua sala "falam dos interesses de empresas em seus países".

"No mundo, reis, príncipes, presidentes e ex-presidentes defendem as empresas e interesses nacionais. No Brasil, querem dizer que isso é crime?", indagou Dilma durante reunião de sua coordenação política.

Apesar das críticas recentes que fez à administração da sucessora, classificando-a como um "governo de mudos", a avaliação de Dilma e de seus ministros é que Lula ainda é um dos principais fiadores da gestão da presidente e seria "prejudicial" para a recuperação do governo vê-lo tragado por denúncias desse tipo.

Com a abertura da investigação contra o ex-presidente, o petista virou alvo de um procedimento investigatório criminal. Com isso, o Ministério Público Federal tem a prerrogativa de utilizar todas as ferramentas investigativas, como fazer pedidos de quebras de sigilo bancário e telefônico.

Lula é suspeito de usar sua influência para facilitar negócios da Odebrecht com governos estrangeiros nos quais faz obras financiadas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), principalmente na África e na América Latina.

A empreiteira bancou diversas viagens de Lula ao exterior depois que ele deixou a Presidência. O Ministério Público quer saber também se, durante essas visitas, Lula fez palestras e quem pagou por elas.

O Instituto Lula nega que o ex-presidente atue como lobista ou consultor e se diz surpreso com a investigação porque considera que houve pouco tempo para análise de material solicitado pela Procuradoria, entregue por eles na semana passada.

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