Política

Instituto Lula

Wagner chama ataque de 'terrorismo' e critica Polícia Civil

Ministro da defesa fala de ataque à sede do Instituto Lula com uma bomba caseira

Redação

01/08/2015 - 23h00
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O ministro Jaques Wagner (Defesa) criticou neste sábado (1º) a avaliação inicial da Polícia Civil de São Paulo sobre o ataque à sede do Instituto Lula com uma bomba de fabricação caseira e classificou a ação de "terrorismo".

Rebatendo a suspeita dos agentes de que se tratava de um ato de "baderneiros" e não de um crime político, Wagner afirmou que os responsáveis pela ação mexeram em valores "intocáveis" da democracia.

"Eu acho que [o ataque] é grave e acho que foi pobre a afirmação da Polícia Civil de São Paulo porque não se trata de ter sido alguém organizado ou não", afirmou o ministro em Salvador, antes de reunião do diretório do PT da Bahia, Estado que governou entre 2007 e 2014.

"Está se criando um clima no país em que alguém se acha no direito, seja ele quem for, pode ser um cidadão comum, de chutar as costas do prefeito de Maricá (RJ) ou de botar uma bomba explicitamente no local de trabalho de um [ex-presidente]", acrescentou. "Isso é inadmissível para qualquer um, porque o terrorismo é a pior forma de se trabalhar as diferenças."

Segundo ele, "não se trata de ser um baderneiro". "O baderneiro não jogou a bomba para o alto, jogou no Instituto Lula", disse.

Sem citar nomes, Wagner se referiu aos grupos que defendem o impeachment da presidente Dilma Rousseff como responsáveis por incentivar ações similares.

"A tentativa de quebra da regra da naturalidade da democracia é que eventualmente embala loucos como esse que jogou a bomba. Porque outros, sem serem loucos iguais [ao que arremessou o artefato], [o] embalam."

O ministro está na Bahia acompanhado do presidente nacional do PT, Rui Falcão, que também criticou a avaliação da Polícia Civil e chamou o episódio de "ato de violência contra a maior liderança que o país já produziu".

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