Denunciado pelo Ministério Público por suposta participação no esquema de corrupção da Petrobras, o senador Fernando Collor (PTB-AL) usou a tribuna do Senado nesta segunda-feira (24) para questionar e criticar a conduta do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a quem chamou de "sujeitinho à toa", "fascista da pior extração" e "sujeito ressacado, sem eira nem beira".
O senador afirmou ainda que Janot tenta constranger a Casa às vésperas da sabatina de que participará na próxima quarta-feira (26). Durante o pronunciamento de cerca de 40 minutos, Collor questionou a atuação de Janot à frente da Operação Lava Jato.
"Até quando vamos permitir esse estado policialesco que a PGR (Procuradoria-Geral da República) tenta implantar? Trata-se de questão que afeta, sim, diretamente as instituições, que afeta a separação dos Poderes, o estado de Direito e que merece, de nossa parte, por um freio nesses abusos inomináveis cometidos pelo senhor Janot", afirmou.
Em seguida, Collor disse que Janot não possui estabilidade emocional, sobriedade e perfil democrático para conduzir o Ministério Público. "É esse tipo de sujeitinho à toa, de procurador-geral da República, da botoeira de Janot que queremos entregar à sociedade brasileira? Possui ele a estabilidade emocional, a sobriedade que sempre lhe falta nas vespertinas reuniões que ele realiza na procuradoria?", questionou.
"Estamos sim diante de um sujeito ressacado, sem eira nem beira, que acha que tudo pode e tudo faz a seu bel prazer, desconectando as instituições e esterilizando, ele conhece bem isso, esterilizando os Poderes da República que garantem a nossa democracia. Trata-se de um fascista da pior extração", disse.