O empresário Milton Pascowitch, acusado de intermediar pagamento de propina de empresas contratadas pela Petrobras, segundo investigações da Operação Lava Jato, pediu hoje (15) que a sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão fosse secreta, como condição para que pudesse revelar irregularidades nas decisões de investimento dos fundos de pensão.
“Em função do acordo de colaboração que firmei na 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná e sob recomendação dos meus advogados, motivado pela entrega da denúncia feita pela Procuradoria, eu me coloco a disposição no que souber”, disse, mas destacou a necessidade de manter em sigilo o conteúdo da delação premiada homologada pela Justiça.
Antes que a CPI fechasse as portas, Pascowitch antecipou que nunca teve, em qualquer época, contato com fundações de previdência. “Nunca encaminhei nenhum negócio, mas como os fatos estão relacionados com fatos de outras empresas que tiveram negócios com fundações, me coloco à disposição em sessão reservada”, disse.