Política

REFORMA MINISTERIAL

Dilma deve dar sete pastas ao PMDB para contemplar bancada

No fim de semana, Lula aconselhou presidente a atender bancada

Redação

29/09/2015 - 15h36
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Para atender às reivindicações do vice-presidente Michel Temer e da bancada do PMDB na Câmara, a presidente Dilma Rousseff deve entregar ao seu principal aliado sete ministérios na reforma administrativa que deve ser anunciada nos próximos dias. Entre as pastas que devem passar para o comando dos peemedebistas está o cobiçado Ministério da Saúde, dono do maior orçamento da Esplanada dos Ministérios.

Na tentativa de se reaproximar dos deputados do PMDB, Dilma ofereceu dois ministérios à bancada peemedebista. Além da Saúde, a petista sinalizou que um deputado do partido iria chefiar o Ministério da Infraestrutura, pasta que seria criada com a fusão de Transportes, Portos e Aviação Civil.

No entanto, o vice-presidente Michel Temer pretendia emplacar na vaga o ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil). Para não entrar em atrito com o vice, Dilma desistiu da fusão das pastas de infraestrutura e sinalizou que manteria Padilha na Esplanada dos Ministérios.

Na reestruturação do primeiro escalão, a presidente também prometeu aos senadores do PMDB o comando de dois ministérios. Porém, a petista sofreu pressões para manter no governo os ministros  Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Hélder Barbalho (Secretaria da Pesca), filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA).

Apesar de, oficialmente, os principais caciques do PMDB afirmarem que abriam mão de indicar nomes para a reforma ministerial, nos bastidores a queda de braços entre os grupos políticos peemedebistas geraram um impasse que inviabilizou que as mudanças fossem anunciadas na semana passada.

Inicialmente, a presidente da República pretendia dar seis ministérios ao PMDB, mas, para evitar uma nova crise com o aliado, ela concordou em ampliar o espaço da legenda para sete pastas.

Segundo apurado pela reportagem, foram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ) que aconselharam a presidente a não se ater à promessa anunciada anteriormente de cortar 10 ministérios. Eles disseram que seria melhor cortar, por exemplo, nove ministérios e atender às demandas do PMDB.

A expectativa é de que Dilma escolha dois nomes da bancada do PMDB na Câmara para o Ministério da Saúde e a Secretaria de Portos, que continuará com status de ministério. Ficarão nos cargos, como indicação da bancada do partido no Senado, a ministra Kátia Abreu (Agricultura), e Eduardo Braga (Minas e Energia). Para atender às reivindicações de Jader Barbalho, o atual ministro da Pesca, Helder Barbalho, iria para a Aviação Civil. Já Eliseu Padilha, que hoje ocupa a Aviação Civil, iria para outro ministério, ainda não definido.Henrique Eduardo Alves continuaria à frente de uma pasta ligada ao Turismo.

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