Política

REFORMA POLÍTICA

Dilma veta doação de empresas a campanhas eleitorais

Texto aprovado pelo Congresso permitia esse tipo de doação eleitoral

Redação

29/09/2015 - 18h06

A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta terça-feira (29) o projeto de lei da reforma política aprovado pelo Congresso Nacional, mas decidiu vetar o trecho que permitia a doação de empresas a campanhas eleitorais. O veto foi publicado em edição extra do "Diário Oficial da União".

No último dia 17, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu declarar inconstitucionais normas que permitem a empresas doar para campanhas eleitorais. Por outro lado, ao analisar itens da reforma política, em setembro, a Câmara havia aprovado projeto que permite a doação empresarial.

Diante do veto de Dilma, caberá ao Congresso Nacional analisá-lo e decidir se o mantém ou o derruba. A próxima sessão de votação de vetos presidenciais está marcada para esta quarta-feira (30). Na pauta, estão os chamados itens da "pauta-bomba" que, em meio às medidas do governo de reduzir gastos e aumentar a arrecadação, elevam as despesas da União.

Na última sexta, ao participar de evento em Goiânia (GO), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que o possível veto de Dilma ao texto aprovado pelo Legislativo institucionalizaria o caixa dois, termo referente a recursos não contabilizados e não declarados por campanhas eleitorais aos órgãos de controle competentes.

Nesta terça, Cunha voltou a falar sobre o assunto e avaliou que a presidente Dilma estava criando uma "crise política desnecessária" ao demorar a sancionar o projeto de lei.

Pela legislação atual, qualquer mudança no sistema eleitoral deve ocorrer no prazo de até um ano antes do pleito. Ou seja, no caso das eleições de 2016, até a próxima sexta (2).

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