Política

AVALIAÇÃO

Bancada federal do PMDB de MS está fora da base de Dilma

Deputados contribuíram para esvaziamento de sessões e defendem impeachment

Redação

12/10/2015 - 12h36

Os deputados federais peemedebistas do Estado Geraldo Resende e Carlos Marun são oposição ao Governo da presidente Dilma Rousseff, mesmo com o partido na base aliada do Governo federal. Eles deixarem de seguir a orientação do PMDB na Câmara dos Deputados  e adotaram postura de independência, o que contribuiu para a derrubada das sessões do Congresso Nacional, na semana passada, que apreciaram a “pauta bomba” . Eles também defendem o impeachment da presidente.

Para Marun, ao assinar o manifesto na semana passada já demonstrou que é contra o toma lá, dá cá, na qual o PMDB receberia mais ministério do Governo em troca do apoio do partido na Câmara, destacando que: “O manifesto já é uma condenação do alinhamento com o Governo. Voto contra as propostas que são contrárias ao que acredito ser o melhor para o país”, enfatizando que é independente.

Esta mesma independência foi defendida por Resende, destacando que “estamos com posição de oposição” explicando que foi um “péssimo negócio a opção, que desagrada eleitor do partido.  A opinião pública esta com imagem negativa do partido barganhando apoio no Congresso em troca de espaço no Governo”.

O parlamentar ressaltou que “o partido continua dividido. Eles nos respeitam e nós os respeitamos”, referindo-se às divergências com os outros 44  integrantes da bancada peemedebista na Câmara.

O distanciamento de Resende da posição da liderança do PMDB fica mais evidente quando trata-se do impeachment de Dilma. “Para tirar o país da crise, se houver elementos necessários, não tenho dificuldade em perfilar junto daquele que defendem o impeachment”, disse Resende, explicando que fez campanha para o candidato a presidente Aécio Neves, do PSDB, que foi derrotado por Dilma nas últimas eleições.

Essa divergência no PMDB e a ruptura do maior bloco da Casa, que tinha 149 parlamentares do PMDB, PP, PTB, PSC, PHS e PEN, fez com que a cedência de ministérios ao PMDB não surtisse o efeito esperado, tanto que as sessões do Congresso da semana passada para analisar vetos, a chamada “pauta bomba”, não ocorreram por falta de quórum.

O PMDB tem 66 parlamentares, sendo que 22 já se manifestaram contrários ao apoio ao Governo Dilma Rousseff. Desta maneira, o partido – que formou outro bloco com dois deputados do PEN - transformou-se na segunda maior força política da Casa, mas que na prática oferece o apoio bem menor, de 44 deputados, o que representa apenas 8,5% dos 513 deputados da Casa.

Além dos deputados,  os dois senadores peemedebistas do Estado, Waldemir Moka e Simone Tebet, fazem parte da ala do partido contrária à gestão petista.

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