O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) poderá perder a liderança do Governo no Senado por causa dos escândalos de corrupção. Ele foi citado pelo lobista Fernando Baiano de ser um dos beneficiários de propina de US$ 1,5 milhão da compra da refinaria de Pasadena, no Texas, Estados Unidos, além de dividir US$ 6 milhões desviados do contrato do navio-sonda com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e com o então ministro das Minas e Energia Silas Rondeau.
Delcídio se abateu com as acusações de Fernando Baiano porque joga por terra o seu projeto político em Mato Grosso do Sul e o constrangimento de ser trocado na liderança do Governo. Ele falou sobre isto ontem. Para o senador, o cargo é da presidente Dilma Rousseff e, portanto, está aguardando qual será a reação dela depois do envolvimento do seu nome no esquema de corrupção na Petrobras pelo lobista Fernando Baiano.
“Ela (Dilma tira, mantém, ela faz aquilo que é mais conveniente no entendimento dela”, explicou o senador Delcídio do Amaral. E ressaltou: “Eu nunca tive nenhuma dificuldade com relação a isso”.Mas depois lamentou o episódio. “Agora, evidentemente é um fato lamentável (citação do seu nome)”, declarou.
(*) A reportagem, de Adilson Trindade, está na edição desta quarta-feira do jornal Correio do Estado.