Política

TRIBUTOS MAIS ALTOS

Para acelerar arrecadação, governador divide projeto sobre imposto

Aumento de ICMS sobre bebidas e fumos foi aceito, mas sobre herança gera impasse

Redação

21/10/2015 - 16h23

Para agilizar o processo de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) das bebidas alcoólicas, refrigerantes, cigarro e cosméticos já com valores reajustados, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) decidiu desmembrar o projeto que trata sobre esse aumento. Isso porque neste documento constavam também as alterações do Imposto Sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD), imposto sobre herança, cuja proposta não foi integralmente aceita pelos deputados, diferente do que ocorreu com o aumento do ICMS.

“As alterações das alíquotas de ICMS é uma medida emergencial imposta pela escassez de recursos financeiros, decorrente da crise econômica, agravada pela ausência das transferências da União”, justificou o governador na mensagem encaminhada à Casa de Leis, solicitando o desmembramento dos projetos.  A partir de agora, os tributos serão tratados  em documentos distintos.

A Mensagem 78/15 contém o projeto que prevê elevação de 25% para 27% o ICMS das bebidas alcoólicas e de 17% para 20% nos refrigerantes e cosméticos. Fumos, cigarros e produtos derivados passarão para 28%. 

A de número 79/15 trata do projeto que aumenta para R$ 50 mil o limite do valor de isenção do ITCD. A alíquota para imóveis de até R$ 300 mil será de 2%. Entre R$ 300 mil e R$ 600 mil o imposto será de 4% e, 6% para os imóveis avaliados até R$ 800 mil. Acima deste valor a taxa será de 8%.

MUDANÇA

Na terça-feira (20),  o Projeto de Lei do Executivo que prevê a elevação da alíquota do ITCD havia recebido duas emendas para seguir novamente para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa. Como houve mudança no valor de isenção, de R$ 30 mil para R$ 50 mil, o trâmite voltará ao início. 

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