O prefeito Alcides Bernal (PP) confirmou que os dois policiais militares que estiveram na Câmara Municipal na sessão de quinta-feira (22) trabalham na Ouvidoria da prefeitura de Campo Grande e os conhece.
Contudo, ele negou que havia ordenado que eles fossem ao local para dar segurança à vereadora Luiza Ribeiro (PPS), que em depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) acusou outros legisladores de receber propina para cassar Bernal em 2014.
Esse possível serviço de segurança particular foi dito pelos policiais militares quando foram abordados por um Maurício Scaff, um policial civil que prestaria serviço à Câmara Municipal.
A presença dos PMs, que estavam armados, gerou preocupação entre funcionários e vereadores. O presidente da Casa, Flávio César (PT do B), ordenou que ambos fossem retirados do plenário pela segurança e registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil de perturbação do trabalho ou do sossego alheio.
Na sequência, convocou o prefeito para dar explicações do suposto envio dos policiais. Por volta das 14 horas desta sexta-feira (23), Bernal reuniu-se a portas fechadas com Flávio César para tratar do assunto.
O chefe do Executivo declarou que não achou estranho os policiais militares estarem armados na Câmara e negou que os enviou. "A arma é um instrumento de trabalho deles e não quero me enveredar por esse caminho (de que haveria uma armação)", disse.
Apesar das acusações dos vereadores de que Bernal estaria por trás dessa situação, foi colocado "panos quentes" no caso. "Foi uma grande confusão e a PM vai tomar as providências que achar necessárias", explicou Flávio César, ao final da reunião.