Política

PMDB em foco

Defensor de saída de Dilma pede apoio a deputados de MS

Hugo Motta (PB) concorre ao cargo de líder de bancada do PMDB na Câmara

Redação

27/01/2016 - 11h03

A eleição para a liderança do PMDB na Câmara dos Deputados, que vai acontecer em fevereiro, denota que será disputada voto a voto. Na manhã desta quarta-feira (27), o candidato Hugo Motta (PB) veio a Campo Grande para buscar apoio. Mato Grosso do Sul foi o primeiro estado visitado por Motta.

A recepção foi feita pelos deputados federais Carlos Marun e Geraldo Resende, apoiadores do parlamentar da Paraíba. Também estavam presentes no encontro os vereadores da Capital Carla Stephanini (presidente do diretório estadual) e Vanderlei Cabeludo, o senador Waldemir Moka e o deputado estadual, presidente da mesa diretora da Assembleia Legislativa, Junior Mochi.

Hugo Motta é aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), por tanto combatente ferrenho pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O concorrente dele é o atual líder da bancada do partido, Leonardo Picciani (RJ), que é inclinado ao governo federal.

O posto de líder do PMDB na Câmara vai exercer papel importante na discussão do impeachment na Casa, pauta que volta à discussão em fevereiro com o fim do recesso.

"A eleição de líder do partido não pode ser de fora para dentro, com o governo escolhendo o candidato. Não devem se intrometer em (escolha de) líder de bancada", defendeu Hugo Motta.

Sobre os desafios a serem superados, o deputado destacou a necessidade de unicidade. "Queremos buscar unidade no PMDB. Além disso, os deputados não estão sendo ouvidos pelo partido", afirmou.

Em apoio a Motta, Geraldo Resende ressaltou a necessidade de ser combativo. "Em 2014 não segui o partido em apoiar a candidatura da Dilma e apoiei o Aécio Neves (PSDB)."

O senador Moka garantiu que é hora do PMDB mostrar sua força. "O Hugo Motta tem uma posição inteligente dentro da bancada, que é de independência com relação ao governo."

Depois de Mato Grosso do Sul, Motta segue para o Rio Grande do Sul. O deputado federal Osmar Terra, com base naquele estado, estava presente no encontro realizado em Campo Grande e acompanha o colega na viagem.

PICCIANI

Leonardo Picciani também está atrás de apoio e em 12 de janeiro reuniu-se com lideranças do PMDB em Brasília (DF). Ele chegou a ser retirado do cargo, mas conseguiu voltar. O deputado defende que o líder seja escolhido por maioria absoluta de votos, e não por dois terços, como outra parte da bancada tenta garantir.

Ele confirma ter apoio do Planalto. "Há posicionamento político do Planalto em me considerar um aliado, mas não há ação neste sentido”, disse em entrevista concedida à Agência Brasil em 12 de janeiro.

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