Em audiência de julgamento feita no Tribunal de Justiça, nesta sexta-feira (5), o prefeito cassado e réu, Gilmar Olarte, negou as acusações de corrupção passiva e lavagem de dinheiro com uso de cheques de terceiros e disse ter tomado conhecimento da situação apenas quando Ronan Edson Feitosa de Lima e a família dele passaram a ser ameaçados de morte.
Olarte justificou o áudio em que promete ajudar Ronan, declarando que "seria para amenizar ou evitar possíveis mortes".
"Há, no mínimo, grande equívoco em relação a minha pessoa. Nunca peguei cheque de ninguém e não precisava desses valores. Tinha uma vida estabilizada", completou.
Em relação ao cargo de Ronan, o prefeito cassado disse que chegou a pedir informalmente a exoneração do ex-assessor da prefeitura, mas disse não ter conversado diretamente com prefeito Alcides Bernal (PP) porque não era recebido por ele.
Gilmar Olarte reforçou não ter pago nenhuma dívida com os cheques porque não eram deles. "Se fosse meu eu pagava. levantava um empréstimo, mas como vou pagar dívida que não era minha? O tempo vai mostrar quem é quem e acredito na Justiça de Deus".
Sobre um possível encontro, envolvendo ele e Ronan em uma agência do HSBC, na Avenida Afonso Pena, Olarte explicou que esteve na agência para garantir que a doação recebida por um tal de "senhorito" seria destinada a uma ação beneficente da igreja. Para o pagamento de gastos como contratação de músicos e custeio do evento.
ACUSAÇÕES
Olarte pontuou que Ronan enfrentou situação semelhante três anos antes das eleições, quando negociou cheques de terceiros com agiotas, mas acabou sendo readmitido pelos religiosos que permitiram a participação dele durante e depois da campanha.
"Ronan é muito impulsivo e toma medidas precipitadas. Durante a campanha não soube disso [dos cheques] só depois. Se o fez, foi por conta própria".