Política

INVESTIGAÇÃO

STF volta a decretar sigilo em inquérito contra Renan

STF volta a decretar sigilo em inquérito contra Renan

Redação

06/02/2016 - 06h00
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Um dia após tirar o sigilo de um dos inquéritos que investiga o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o STF (Supremo Tribunal Federal) voltou a determinar que o processo fique em segredo de Justiça.

O caso envolve a denúncia que foi oferecida pela Procuradoria-Geral da República contra o senador em janeiro de 2013. No processo, a Procuradoria acusa o senador de falsificar documentos para justificar que pagou com recursos próprios, e não de um lobista da empreiteira Mendes Junior, uma pensão a uma filha que teve fora do casamento, além de acusá-lo de desvio de recursos na contratação de uma empresa com recursos do Senado.

O escândalo à época provocou a renúncia de Renan da presidência do Senado, cargo que voltou a ocupar no ano passado.

Só agora, três anos depois, o ministro do STF Luiz Edson Fachin liberou a denúncia para entrar na pauta de julgamento pelo plenário do STF. Procurado, o STF ainda se manifestou sobre a volta do sigilo.

Na denúncia, a Procuradoria disse que Renan não possuía recursos disponíveis para custear os valores repassados à jornalista Mônica Veloso entre janeiro de 2004 e dezembro de 2006, e que inseriu "informações diversas das que deveriam ser escritas sobre seus ganhos com atividade rural, com o fim de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, qual seja, sua capacidade financeira".

OUTRO LADO

A defesa de Renan, porém, argumenta que "não há um único centavo na conta sem a correspondente justificativa" e que o único "equívoco operacional" do senador foi não abrir uma conta bancária específica para as operações de gado.

Segundo a defesa, há dificuldades para identificar depósitos da venda de gado porque açougues usam cheques de terceiros (consumidores) ou dinheiro em espécie para pagar os frigoríficos que, por sua vez, repassam esses pagamentos ao criador. Diz ainda que Renan tinha disponibilidade financeira para pagar a pensão alimentícia.

De acordo com sua assessoria de imprensa, a iniciativa de pedir a investigação foi do próprio senador Renan Calheiros. "Ele reafirma que prestou todas as informações e que é o maior interessado no esclarecimento cabal das falsas imputações", informou a assessoria.

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