O ex-deputado e ex-presidente do PP, Pedro Corrêa, assinou acordo de colaboração premiada com o Ministério Publico Federal em Curitiba. A TV Globo confirmou nesta segunda-feira (14) que ele formalizou a delação na semana passada e que prestará os depoimentos a procuradores da força-tarefa da operação Lava Jato.
Corrêa o segundo político que decide entregar o que sabe em troca de possível redução de pena. O primeiro foi o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que firmou acordo com a Procuradoria Geral da República. Na delação de Delcídio, o senador fez acusações ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à presidente Dilma Rousseff, conforme revelou edição da revista "IstoÉ" desta quinta-feira (3).
A revista Época revelou alguns crimes e personagens que Pedro Corrêa prometeu entregar aos procuradores da Lava Jato. Segundo a reportagem, Corrêa contou relatos de encontros com Lula que, segundo o político, dizia que Paulo Roberto Costa estava atendendo bem o PT. A TV Globo também confirmou as informações .
Correa também, de acordo com a revista Época, falou sobre uma interferência direta do ex-presidente na Petrobras . Entre 2010 e 2011, Corrêa e o ex-deputado do PP, João Pizzolati foram ao escritório de advocacia de Luiz Eduardo Greenhalgh , petista histórico próximo a Lula.
Encontraram lá Marcos Valério e mais um empresário que Corrêa não recorda o nome.
Greenhalgh, Valerio e o empresário pediram a Correa e Pizzolati ajuda pra fechar uma operação de compra e venda de petróleo com a diretoria de Abastecimento da Petrobras. Sguendo a versão de Correa, Paulo Roberto Costa negou.
Mas, ainda segundo ele, meses depois o negócio foi fechado . Correa conta que isso aconteceu porque Lula interferiu pra que a transação saísse .