O pedido de desfiliação do senador Delcídio do Amaral do PT de Mato Grosso do Sul, feito nesta terça-feira (15), deve causar uma nova manifestação interna no PMDB local, reforçando a necessidade de saída da legenda da base do governo de Dilma Rousseff (PT).
O ato de Delcídio seria mais um sinal de como a presidente segue naufragando. O senador, inclusive, decidiu delatar diversas suspeitas de recebimento de propina e outras ilegalidades. Delação esta que foi aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A oficialização do diretório estadual do PMDB sobre abandonar o governo foi feita no sábado (12). O deputado federal Carlos Marun leu documento informando que a sigla de Mato Grosso do Sul é a favor da imediata saída da base, entrega de todos os cargos ocupados no Executivo e independência em votações no Congresso Nacional.
O posicionamento foi feito durante Convenção Nacional do PMDB, que reconduziu Michel Temer, vice-presidente, ao comando da legenda. No mesmo dia, Espírito Santo, Bahia, Acre e Santa Catarina também manifestaram a mesma postura.
Já no começo da semana, na segunda-feira (14), a diretoria estadual de Santa Catarina anunciou que não iria esperar a decisão nacional e foi o primeiro a divulgar que estava fora da base do governo.
Para Marun, o partido não tem como continuar com o atual governo, principalmente se for confirmada a chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser ministro da Casa Civil. "Fomos incisivos na convenção do partido, no sábado. Outros estados divulgaram a mesma posição e agora a diretoria eleita decide o que será feito em 30 dias", disse.
Na visão do parlamentar, a postura de Delcídio, em pedir o desligamento do PT, reforça ainda mais que o atual governo segue descarrilhado. Ainda nesta terça-feira (15), políticos do PMDB de Mato Grosso do Sul iriam repercutir a notícia envolvendo o senador.