O novo chefe de gabinete da Presidência da República, Jaques Wagner, criticou nesta quarta-feira (16) a divulgação do conteúdo de telefonemas dele e da presidente Dilma Rousseff com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em nota, o ministro afirma que os vazamentos de conversa com a petista "extrapolou os limites e a segurança dela". Segundo ele, os diálogos estão sendo interpretados "fora do contexto" para criar um "fato politico negativo".
"A presidenta não teve nenhuma intenção de obstruir a Justiça, apenas enviou o termo de posse para o novo ministro", disse.
Na gravação, Dilma diz a Lula que encaminhará a ele o "termo de posse" de ministro. Ela acrescenta que o termo de posse só seria usado "em caso de necessidade". Os investigadores da Operação Lava Jato interpretaram o diálogo como uma tentativa de Dilma de evitar uma eventual prisão de Lula.
No diálogo com Wagner, Lula indica que queria uma atuação da presidente e do ministro junto à ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Rosa Weber no momento em que a magistrada estava para decidir sobre o curso das investigações contra o petista.
Na nota, a assessoria do chefe de gabinete afirmou que o ministro "não teve oportunidade" da falar do assunto com a presidente, uma vez que havia terminado encontro com ela.
"Achei uma arbitrariedade. Não se pode violar e interceptar o telefone da presidenta", disse.