Política

CÂMARA

Relator do impeachment também vai considerar delação de Delcídio

Relator do impeachment também vai considerar delação de Delcídio

Redação

21/03/2016 - 17h47
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O relator do processo de impeachment, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), disse nesta segunda-feira (21) que a delação do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) será analisada na formulação do relatório.

À reportagem parlamentares do PT disseram que, se a delação for incluída no relatório, o partido recorrerá ao Supremo Tribunal Federal, já que as acusações contidas nela não faziam parte do processo inicial.

"A Câmara aditou, antes da formação da Comissão, as denúncias do Delcídio do Amaral. Essas denúncias farão parte também do nosso estudo para que a gente possa formular um relatório dentro exatamente do que estou colocando", disse Arantes.

O deputado Wadih Damous (PT-RJ) criticou a anexação das denúncias de Delcídio ao processo de impeachment. "Não pode fazer aditamento, prejudica o direito de defesa", disse o petista à reportagem.

O relator do processo afirmou ainda que não vai propor ouvir a presidente Dilma Rousseff nem ministros do governo antes de elaborar seu parecer.

"Se eles quiserem falar comigo, estarei à disposição aqui na comissão. Agora, convidar para ouvir ministros, não vou. Se o ministro da AGU for convocado para fazer a defesa dela, ele será muito bem recebido aqui", afirmou.

A intenção, segundo o relator, é convocar os autores do processo de impeachment, o ex-petista Hélio Bicudo, Miguel Real Júnior e Janaína Paschoal, já para a próxima segunda-feira (28).

O deputado disse ainda que deverão ser convocados especialistas em Orçamento do Tribunal de Contas da União, o procurador da República que atua no TCU e o ministro Augusto Nardes, relator no TCU do processo das "pedaladas fiscais".

A oposição já apresentou vários requerimentos para convocar o juiz Sergio Moro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Teori Zavascki.

Nesta segunda, integrantes da comissão que analisará o processo de impeachment se reúnem para definir um cronograma de trabalho.

PLANALTO

Arantes, que segue sendo líder do PTB na Câmara, afirmou que vai "evitar ir ao Planalto" enquanto estiver como relator do processo de impeachment. "Vou evitar ir ao Planalto neste momento. Um vice-líder vai me representar", disse.

Sobre possíveis pressões que poderá sofrer a partir de agora, o relator disse que isso "faz parte do processo democrático". "A pressão faz parte do jogo. Quem não quer receber pressão fica em casa, veste o pijama."

"Ao final do relatório, eu terei um lado muito chateado comigo e outro lado muito satisfeito. Agora evidentemente quem tem que estar satisfeito comigo é a minha consciência", declarou.

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