O ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), está no plenário da Câmara dos Deputados onde acompanha a sessão de votação sobre impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), na tarde deste domingo (17).
Puccinelli apareceu na transmissão da TV Câmara ao lado do deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA), líder do partido, que discursava na fala dos líderes.
Atualmente, Puccinelli não ocupa nenhum cargo público, mas é uma das lideranças do PMDB em Mato Grosso do Sul e um dos que liderou, no cenário nacional, o "desembarque" do partido da base aliada do Governo Dilma, no mês passado.
VOTAÇÃO
Entre os 513 deputados, apenas uma está de licença: a deputada Clarissa Garotinho (PR-RJ), que solicitou na sexta-feira (15) o início de sua licença-maternidade. Ela já havia declarado voto favorável ao impeachment.
A votação será feita por chamada oral, por Estados, começando por Roraima e terminando por Alagoas. Dentro de cada Estado, a chamada será por ordem alfabética e cada deputado terá dez segundos ao microfone.
O primeiro a votar será o deputado Abel Galinha (DEM-RR), que já anunciou seu voto a favor do afastamento. O último será Ronaldo Lessa (PDT-AL), que não declarou sua posição ainda.
A ordem dos Estados será no sentido Norte-Sul, e vice-versa - ou seja: primeiro um Estado do Norte, depois um do Sul (Rio Grande do Sul), seguido de outro do Sul (Santa Catarina) e um do Norte.
Quando se esgotarem os três Estados do Sul, seguirão alternando os do Norte com os do Centro-Oeste, e depois com os do Sudeste. Os Estados do Nordeste entrarão por último, seguindo os do Norte no revezamento.
Isso fará com que os cinco últimos Estados sejam do Nordeste: Paraíba, Pernambuco, Bahia, Sergipe e Alagoas. A Bahia é o que tem cenário mais favorável a Dilma.
A ordem de votação foi contestada pelos governistas, que chegaram a levar a questão ao STF (Supremo Tribunal Federal). A corte, no entanto, validou a ordem estabelecida por Cunha.