Política

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Câmara aprova impeachment e Dilma está a "um passo" de cair

Governo e aliados não conseguiram impedir os 342 votos

Redação

17/04/2016 - 22h07

Com os 342 votos necessários, o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) foi aprovado pela Câmara dos Deputados, na noite deste domingo (17), em votação que começou às 16h45 (horário de MS). O processo seguirá para análise dos 81 senadores da República e a presidente está "a um passo" de deixar o comando do país.

Ao todo, 511 deputados se inscreveram para votar. Cada um deles foi chamado nominalmente pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) e teve 30 segundos para dizer sim ou não em microfone instalado em frente à tribuna.

O voto número 342, que confirmou a aprovação do processo, foi dado às 22h07 pelo deputado Bruno Araújo (PSDB-PE). A votação terminou às 22h45 com votação do deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL) e com placar de 367 votos a favor do impeachment e 146 contrários. 

Diante da derrota, o Governo terá, a partir de amanhã, de iniciar as negociações para evitar que o impeachment seja aprovado no Congresso Nacional. A previsão é que a apreciação do processo pelos senadores aconteça até o início de maio.

VOTOS DE MS

Dos 8 deputados federais de Mato Grosso do Sul, seis votaram a favor da saída da presidente Dilma do comando do país. Votaram a favor da saída da presidente os deputados Carlos Marum (PMDB), Elizeu Dionísio (PSDB), Geraldo Resende (PSDB), Mandetta (DEM) e Tereza Cristina (PSB).

O deputado Dagoberto (PDT), o único que se declarava indeciso, votou contra a saída da presidente. Pela permanência de Dilma no poder também votaram os petistas José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT e Vander Loubet.​

DERROTA

Pouco antes das 21 horas (horário de MS), o Governo já admitia a derrota, segundo fontes ouvidas pelo jornal O Estado de São Paulo. A grande decepção de Dilma e aliados, segundo o jornal, foi o fato da baixa ausência de deputados na votação, somente 2 dos 513 deputados não foram ao plenário. Essa era estratégia dos interlocutores do Governo para garantir votos que impedissem a aprovação do impeachment.

A expectativa é que o ministro José Eduardo Cardozo faça pronunciamento em nome do Governo e Dilma deve se manifestar por meio de nota oficial. 

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