Os vereadores de Campo Grande e as categorias de servidores sinalizaram acordo para a aprovação do reajuste de 3,31% nos salários. O projeto de lei foi enviado hoje pela manhã (12) pelo Executivo e há uma tendência para que ele seja votado ainda na sessão desta quinta-feira, que pode romper a tarde.
O aumento da proposta, anteriormente de 2,79% (base janeiro a março), ocorreu porque o prefeito Alcides Bernal (PP) incluiu o mês de abril no documento enviado ao Legislativo. Por força de lei eleitoral, depois de 5 de abril, a prefeitura só pode oferecer a correção salarial referente ao período de inflação de 2016.
Havia proposta de reajuste de 9,57% aos servidores municipais, mas o projeto foi rejeitado pela Câmara em votação na data limite para oferecer essa recomposição. Na ocasião, sindicatos apoiaram a ideia em uma tentativa de obterem um reajuste maior.
Contudo, o Tribunal Regional Eleitoral foi definitivo ao informar que aplicar aumento acima da inflação dos meses de referência de 2016 seria ilegal e Bernal, que é pré-candidato à prefeitura, poderia responder à ação.
Administrativos da educação, professores, odontólogos e outras categorias lotaram o plenário da Casa de Leis com cerca de 650 pessoas para reafirmar a necessidade de votação do projeto, que prevê aumento com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
"Há uma tendência para ainda hoje colocarmos para a votação a questão dos servidores", disse o primeiro-secretário, Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB). Marcos Alex (PT), que faz oposição ao governo de Bernal, também indicou que o projeto deve passar. "Todos devem votar conscientes, tendo em vista os diálogos que foram mantidos desde o começo do ano."
O reajuste dos professores, que faz parte de outro projeto de lei, ficou de fora dessa votação prevista para ser feita ainda hoje.