Ele é advogado, administrador de empresas, já exerceu vários cargos públicos, entre eles o de secretário de governo; já foi deputado estadual e exerce o segundo mandato como deputado federal.
Acusado e agora absolvido pelo Supremo Tribunal Federal em um processo que ele diz ter sido político, Dagoberto Nogueira Filho é pré-candidato na disputa pelo cargo de prefeito de Campo Grande, pelo PDT. Nesta entrevista ele aborda estes assuntos e dá sua opinião sobre o atual cenário brasileiro.
CORREIO PERGUNTA - No início deste mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) o absolveu do crime de peculato, dispensa ilegal de licitação, operação de instituição financeira sem autorização e formação de quadrilha no caso do desvio de verba do seguro DPVAT, entre outros, no Detran, do qual o senhor foi presidente. Diria que este resultado chegou na hora certa, já que é um ano de eleição e o senhor é pré-candidato a prefeito da Capital?
DAGOBERTO NOGUEIRA FILHO - Sofri muito com isso. Foi uma ação e eu já havia saído há muito tempo do Detran, com todas as penas prescritas. E mesmo assim não fui indiciado em inquérito até porque o réu foi identificado, preso, era de uma empresa terceirizada.
Mas por interesses políticos eu acabei fazendo parte deste processo. Fiquei indignado, sofri muito, minha família, meus amigos. E eu reputo que esta ação foi uma das coisas mais responsáveis por eu ter perdido a eleição para o Senado.
Este crime havia ocorrido três anos e meio depois que eu saí do Detran, não havia nenhuma forma de vincular isso comigo. E agora o STF me absolveu, com o voto de todos que comandam lá; só faltaram dizer que o Ministério Público cometeu uma grande injustiça em relação a mim, porque não foi achado absolutamente nada que pudesse me vincular a este processo.
*Leia entrevista, feita por Cristina Medeiros, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.