Política

ORIGINOU CASSAÇÃO

Procuradoria diz que Dilma não cometeu crime de responsabilidade

Entendimento da PR-DF é de que houve ato de improbidade

Redação

14/07/2016 - 14h53

A Procuradoria da República do Distrito Federal entendeu que os ministros da área econômica incorreram em ato de improbidade administrativa ao atrasar o repasse de recursos da União para o Banco do Brasil, para o financiamento do Plano Safra, em 2015. As informações são da Agência Brasil.

Nessa conclusão, não teria ocorrido crime, como sustentaram deputados e agora defendem senadores para que o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) prossiga.

A conclusão consta de despacho do procurador Ivan Marx, ao analisar o Processo de Investigação Penal proveniente da PGR (Procuradoria Geral da República) e encaminhado ao MPF (Ministério Público Federal) no Distrito Federal depois que os ministros do governo Dilma Rousseff perderam os cargos com o afastamento da presidenta e, consequentemente, o foro privilegiado.

O processo, que se originou a partir de uma representação aberta com base em notícias veiculadas pela imprensa e de indícios de irregularidades apontados pelo TCU (Tribunal de Contas da União), está no MPF/DF desde o dia 17 de maio.

O procurador, no despacho, concluiu que não houve operação de crédito no atraso do repasse. Com isso, o processo agora será arquivado.

O despacho de Marx, que será conhecido publicamente nesta sexta (14) e ao qual a TV Brasil teve acesso com exclusividade, não muda o processo de julgamento da presidente afastada em curso atualmente no Senado.

ALEGANDO FALTA DE CRIME

Mas certamente a defesa de Dilma usará as conclusões do MPF como argumento para referendar o que já vem usando nas argumentações apresentadas na comissão do impeachment - a de que não houve crime de responsabilidade e, sim, ato de improbidade administrativa.

O atraso no repasse de recursos do Plano Safra, no ano passado, foi um dos argumentos centrais para o pedido de abertura de processo de impeachment de Dilma Rousseff feito pelos juristas Miguel Reale Jr. e Hélio Bicudo e a advogada Janaína Paschoal, e acatado pelo então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

A regulamentação do Plano Safra é de responsabilidade do CMN (Conselho Monetário Nacional) e do Ministério da Fazenda.

Os autores do pedido argumentam que o governo atrasou o repasse de verbas obrigando os bancos públicos a usarem recursos próprios configurando, assim, a operação de crédito.

Mas, no despacho, Marx argumenta que houve um "simples inadimplemento contratual, não se tratando de operação de crédito".

O procurador conclui ainda que "entender de modo diverso transformaria qualquer relação obrigacional da União em operação de crédito, dependente de autorização legal, de modo que o sistema resultaria engessado". "E essa obviamente não era a intenção da Lei de Responsabilidade Fiscal."

CONTRÁRIO AO TCU

Ao avaliar que não houve operação de crédito, Marx discorda do entendimento do TCU que, ao pedir investigação ao MPF sobre a possibilidade de ter sido cometido crime de responsabilidade, argumentou que o artigo 359-A do Código Penal fora infringido.

O artigo em questão estipula que configura crime ordenar, autorizar ou realizar operação de crédito, interno ou externo, sem prévia autorização legislativa.

No parecer apresentado pelo TCU, a presidenta afastada Dilma Rousseff teria, durante o primeiro ano de governo, atrasado os repasses, configurando uma operação de crédito, o que foi classificado de pedaladas fiscais.

Já no pedido de abertura de processo de impeachment aceito pela Câmara, os autores usaram como argumento a Lei 1.079, em vigor desde 1950, que define como crime de responsabilidade contra a lei orçamentária autorizar de maneira ilegal a realização de operação de crédito com qualquer ente da Federação.

A defesa de Dilma alegou, na Comissão de Impeachment do Senado, que não houve crime na operação do Plano Safra.

mato grosso do sul

Pessoas físicas doaram R$ 5,36 milhões para candidatos ao governo e ao Senado

O governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) concentraram 75,3% das contribuições

05/11/2026 08h00

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel Marcelo Victor

Continue Lendo...

master paraguaio

Oposição pede impeachment de presidente do Paraguai

Pedido está sendo feito depois do escândalo financeiro que fechou o Ueno Bank e afetou 3 milhões de correntistas. Peña era acionista do banco

05/11/2026 06h55

Agência do Banco Ueno em Pedro Juan Caballero

Agência do Banco Ueno em Pedro Juan Caballero

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).