Os advogados de defesa de alguns denunciados na Coffee Break acharam “muito estranho” e “gravíssima” a sonegação de dados na peça acusatória do Ministério Público Estadual (MPE).
O desembargador Luiz Cláudio Bonassini da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, mandou a Procuradoria-Geral de Justiça incluir na denúncia as mídias digitalizadas e transcritas apontando provas dos supostos crimes de vereadores e empresários.
E estendeu o prazo a todos os advogados para emendar ou apresentar defesa preliminar baseada nos dados “sonegados” na denúncia.
“Como fazer a defesa sem os dados na mão?”, indagou o advogado Renê Siufi. Ele já apresentou ao Tribunal de Justiça do Estado a sua posição contra denúncia envolvendo o ex-governador André Puccinelli e os vereadores Paulo Siufi (PMDB) e Edil Albuquerque (PTB).
O advogado Fábio Trad, do vereador Aírton Saraiva (DEM), é outro a considerar grave a sonegação de dados da denúncia. “Custa crer que a acusação tenha se lembrado de citar o discurso de Marco Túlio Cícero contra Catilina no ano 63 a.C para enfeitar a peça, mas se esquecido do essencial no processo que são as mídias e suas transcrições”, afirmou Fábio, citando o filósofo e jurista romano.
*Leia reportagem, de Adilson Trindade, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.